Atualmente sabemos que a Osteopatia eficaz no tratamento de lombalgias (Bordoni, 2019; Dal Farra et al., 2021;Licciardone et al., 2023) e cervicalgias (Bordoni, 2019; Cholewicki et al., 2022; Dal Farra et al., 2022), condições muito prevalentes a nível mundial e que resultam num grande grau de incapacidade funcional.
Através de técnicas de alta velocidade baixa amplitude (Bordoni, 2019), músculo energia, técnicas de alívio muscular e até técnicas viscerais, a osteopatia consegue melhorar a sintomatologia do paciente, nomeadamente no alívio da dor e melhoria da função, em perturbações da região lombar, pescoço, ombros e cabeça.
Existe uma crescente base de evidências positivas de efeitos benéficos para a osteoartrite da anca e do joelho e da dor no calcanhar (Osteopathic International Alliance, 2020).
Existem alguns estudos realizados com osteopatia visceral, que relatam resultados positivos na redução dos sintomas em casos de dor lombar (Boas Fernandes et al., 2023), contudo, esta técnica ainda carece de mais investigação para mostrar a eficácia na dor, incapacidade e função física (Ceballos-Laita et al., 2023).
A Aliança Internacional de Osteopatia, em 2020, relata ainda que cada vez há mais procura relativamente à osteopatia pediátrica, onde a consulta é direcionada para crianças dos 0 aos 2 anos de idade. A osteopatia ajuda a melhorar a forma do crânio (plagiocefalias) e consequentemente a diminuir tensões adquiridas durante a gravidez e o parto. Há uma evidência crescente no alívio de cólicas intestinais em bebés através da utilização de técnicas osteopáticas.
As técnicas osteopáticas baseiam-se em princípios biomecânicos, anatómicos e fisiológicos, o que nos garante segurança na realização das mesmas. Também existem efeitos autonómicos e bioquímicos descritos aquando da realização de algumas técnicas, onde são libertados neurotransmissores que vão provocar um determinado efeito no paciente, como a libertação de endorfinas, serotonina, noradrelaina, dopamina, entre outros.
O risco de danos graves com as técnicas manuais, incluindo técnicas de manipulação e mobilização, é muito baixo (Osteopathic International Alliance, 2020), o que torna a prática segura para aqueles que a procuram.
É seguro fazer osteopatia? Contraindicações e precauções
Na osteopatia são conhecidos dois tipos de contraindicações: as relativas e as absolutas. As relativas são contraindicações que implicam atenção, mas que podem não implicar a não realização de determinada técnica após se concluir com uma avaliação prévia que é seguro executar a técnica, ou esta pode ser adaptada em conformidade com o caso em questão.
As contraindicações absolutas implicam a proibição da realização da técnica por completo devido a uma condição que assim o exige e porque pode estar associado a um risco elevado de complicações e sequelas.
Vejam-se as contraindicações relativas como um semáforo amarelo e as contraindicações absolutas como um semáforo vermelho
Alguns exemplos são:
Conhecendo este conjunto de contraindicações, o osteopata realiza uma anamnese e avaliação pormenorizada, de onde retira informações importantes acerca de possíveis contraindicações. Esta avaliação inicial confere segurança ao paciente.
Autor: Mafalda Soares
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