Integração sensorial é um processo inconsciente do Sistema Nervoso Central, pelo qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, para organização das sensações do corpo em relação ao ambiente. Os diferentes estímulos sensoriais – visão, tato, audição, olfato, gosto, propriocepção, vestibular – são recebidos, interpretados e organizados, com vista a um comportamento adaptativo.
A integração sensorial desenvolve-se fundamentalmente na infância, durante os primeiros 7 anos, mas continua a aperfeiçoar-se ao longo da vida. Quando este desenvolvimento é afetado, surge uma disfunção da integração sensorial.
Sinais de alerta para solicitar uma avaliação da integração sensorial (em qualquer faixa etária):
- Rejeitar texturas e cheiros, não tolerar etiquetas na roupa ou roupa muito apertada, mostrar pouca reação a estímulos como dor ou temperaturas extremas, não gostar de ser tocado, sensibilidade extrema ou baixa reação ao toque, movimento, imagens ou sons, necessitar muito de colo (bebés) para se acalmar, necessidade de roer objetos como os lápis ou a roupa, chorar ou irritar-se demasiado, não tolerar o escuro, estar sempre em movimento/ter dificuldades em manter-se sentado à mesa, tendência para birras ou postura demasiado passiva, dificuldade nas transições entre atividades ou ambientes
- Dificuldades na fala, leitura ou escrita, dificuldades de aprendizagem, dificuldades na alimentação e na regulação do sono, dificuldades de atenção e concentração
- Dificuldades em aprender novas habilidades motoras (como andar de bicicleta ou conduzir, pintar, cortar, comer), andar em bicos de pés, ter dificuldade em coordenar os braços e as pernas, exercer demasiada força no lápis ou caneta
Crianças com dificuldades ao nível do processamento sensorial devem beneficiar de um Programa de Integração Sensorial, por forma a obterem melhorias ao nível dos seguintes domínios: perceção, linguagem, atenção, memória, pensamento abstrato, regulação emocional, competências sociais, autonomia, motricidade, coordenação e equilíbrio, sono e alimentação.
No CENTRO MEDULAR, temos uma Terapeuta Ocupacional, com formação específica e uma sala com equipamento especializado, garantindo um tratamento cuidado e individualizado, assente em quatro fases:
- Avaliação Inicial – Anamnese e avaliação da criança e dos diferentes contextos, de forma a perceber qual a competência ou função em défice.
- Establecer Objetivos – Objetivos definidos em conjunto com a família, integrando-a em todo o processo.
- Intervenção – Nas sessões de intervenção, a criança tem um papel decisivo sobre as atividades/equipamentos que quer explorar e o Terapeuta Ocupacional molda-se perante as suas escolhas – o jogo e o brincar estão sempre presentes!
- Reavaliação – Nova avaliação dos objetivos.